
A Minha Opinião:
Um livro bastante filosófico que nos faz pensar naquilo que realmente importa na nossa vida e nas coisas supérfluas a que damos importância no dia a a dia, mas sobretudo se mostramos o nosso verdadeiro "eu".
Custou-me um pouco a entrar na história, mas depois foi como uma "lufada de ar fresco".
A relação que se estabelece entre Renée, Paloma e Ozu é muito bonita, mas o final... bem, foi mesmo inesperado :S
Faz referencia a muitas obras literárias que eu gostaria de ler, mesmo as mais Filosóficas, a música e mesmo a cinema.
Este é um livro que muita gente deveria ler, para assim se conseguir encontrar e perceber que não basta parecer mas sim SER.
"Vejamos a primeira.
Há milénios que, entre os "conhece-te a ti mesmo" e os "penso logo existo", não se pára de glosar acerca dessa ridícula prerrogativa do homem que é a consciencia que ele tem da sua própria existência e sobretudo a capacidade que essa consciencia tem de se tornar a si mesma por objecto." (pag.47)
"E vamos à segunda questão: que conhecemos nós do mundo?
A esta pergunta, os idealistas como Kant respondem.
Que respondem eles?
Respondem: pouca coisa.
O idealismo é a doutrina segundo a qual só podemos conhecer o que é apreendido pela nossa consciencia, essa entidade semidivina que nos salva da bestialidade. Conhecemos do mundo o que a nossa consciencia dele pode dizer por ser o que ela apreende - e nada mais." (Pag.49)
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