Se eu te pudesse ver agora, de Cecelia Ahern

"Com seis milhões de livros vendidos em todo o mundo, Cecelia Ahern tem-se destacado por um estilo de escrita original e com enredos criativos que prendem o leitor por situações inusitadas. Depois de P.S. Eu Amo-te, o romance de estreia, traduzido em mais de 40 países e de Para Sempre, Talvez, a filha do primeiro ministro irlandês apresenta-nos um narrador, Ivan, que é um ser imaginário, com a função de acompanhar uma criança que precise de um amigo. Essa criança é Luke, um menino de seis anos que vive com a tia, Elizabeth, de trinta e quatro anos, fria, metódica, obsessivamente trabalhadora que inicialmente não aceita a nova relação do sobrinho com um amigo que ela não consegue ver. Só depois de fazer uma pesquisa na Internet, Elizabeth se sente mais aliviada por saber que os amigos imaginários não são um sinal de solidão mas de criatividade infantil. Um romance divertido, com humor que apela para um imaginário característico dos adolescentes que muitos adultos já perderam mas que deveriam recuperar em nome de um encontro consigo próprios."

A Minha Opinião:
Um livro belissimo que nos toca realmente ao fundo da alma.
Diverti-me imenso com as aventuras da Elizabeth e do seu Ivan...
Todas as crianças deveriam tem um amigo assim... e não só as crianças, pois os adultos tendem a esquecer que já foram crianças e como se divertiam com as suas brincadeiras.
No nosso dia a dia, basicamente fazemos aquilo que tem de ser feito, damos prioridade a coisas que muitas vezes não deviamos relegando para segundo plano aquilo que realmente importa.
Será que se mostrássemos um pouco da criança que existe em nós a vida não nos pareceria mais bela???

"- Sabe, é interessante - ele voltou a inclinar-se para a frente -, as crianças aprendem muito mais, mas de longe muito mais depressa do que os adultos. Sabe por que razão isso acontece?

- Porque têm um espírito aberto. Porque querem saber e querem aprender. Os adultos - abanou a cabeça com tristeza - acham que sabem tudo. Crescem e esquecem rapidamente, e, em vez de continuarem de espírito aberto e cultivarem essa atitude, decidem escolher aquilo em que devem ou não acreditar. Não se pode escolher as coisas, ou se acredita nelas ou não. Por isso é que eles aprendem mais devagar. São mais cínicos, perdem a fé e só querem conhecer as coisas que os vão ajudar no dia-a-dia. Não lhes interessa os extras. Mas, Elizabeth - (...) - São os extras que fazem a vida.
- Que fazem a vida o quê? - sussurrou ela.
- Que dão sentido à vida.
- Só isso?
- O que quer dizer com "só isto"? O que mais consegue você ter além da vida, o que mais pode você pedir além da vida? Ela é uma dádiva. A vida é tudo, e você só a vai viver como deve ser quando acreditar.
- Acreditar em quê?
- Oh, vai ver que vai descobrir..."

Um livro que nos faz pensar em tudo o que npos rodeia diáriamente e que pura e simplesmente "não vemos" porque não queremos ver...

(Bem Haja Fern2005 por mais este empréstimo!)

2 comentários:

Ferncarvalho disse...

Sempre às ordens, linda!
:)

Ferncarvalho disse...

Vai ao meu blog (O vento...)
;)