6 de abrir '96, de Sveva Casati Modignani

"Numa manhã de Verão, na igreja milanesa de San Marco, uma jovem e belíssima mulher é brutalmente atacada. Quando desperta da delicada cirurgia a que foi entretanto submetida tem perante si a difícil tarefa de recuperar a sua própria identidade, já que a violência de que foi vítima lhe provocou a perda da memória. As recordações avivam-se pouco a pouco e é penosamente que ela recompõe a sua história e a da sua família. Mas é um processo doloroso, pois Irene Cordero – é este o seu nome – carrega consigo uma pesada herança. Já a mãe e a avó haviam pago caro as tentativas de seguir os ditames do seu coração, violando a moral, as convenções e a cultura de um mundo rural que as obrigava à submissão e à obediência; um doloroso estigma que tão- pouco poupa Irene que, com apenas dezoito anos, abandona o campo e parte em busca do seu próprio caminho. Porém, não obstante o sucesso profissional e o bem-estar económico, Irene não consegue encontrar o equilíbrio emocional. Será necessária uma crise profunda para que ela encontre forças para se renovar, para fazer as pazes com o passado e para aguardar o amanhã com serenidade e confiança."


A Minha Opinião:
Esta é uma das minhas autoras de eleição e este livro um dos poucos que me faltava ler.
Gostei muito da história, que nos mostra como as mulheres se tinham de subjugar ao marido e à vida familiar, deixando para trás as suas vontades. Depois das histórias da sua Mãe e Avó, Irene acaba por perceber que através das suas escolhas ao longo do tempo (que nem sempre foram as melhores), ela acabou por perceber que não precisa de se subjugar a nenhum homem para ter a sua vida e continuar em frente com o seu filho, percebe também que o seu lugar é no campo e não na cidade para onde fugiu para não ser uma camponesa como a sua mãe e avó.
Por vezes o tentar fugir das nossas raizes é a maior façanha das nossas vidas pois ajuda-nos a perceber que o mais importante é exactamente aquilo que queremos deixar para trás.

1 comentário:

Ferncarvalho disse...

Há livros perfeitos para alturas perfeitas!
Não achaste que este era um desses?

Beijocas