"Solestício de Inverno", de Rosamunde Pilcher

Ao abandonar Londres por uma bonita aldeia do Hampshire, Elfrida Phipps sente-se em casa. Tem uma pequena vivenda, o fiel cão Horace, e a amizade dos vizinhos Blundell - em especial a de Oscar - para garantir que os seus dias incluem companhia e independência.
Mas uma tragédia imprevista perturba a tranquilidade de Elfrida. Ela refugia-se numa casa na Escócia, que se torna um íman para vários vadios. Parece a receita certa para a calamidade. Mas o grupo acaba por tornar-se maior do que a soma das suas partes e Elfrida vê-se no centro de um Natal bastante mágico.
Rosamunde Pilcher combina eloquência e compaixão para criar personagens que revelam a forma como verdadeiramente vivemos e amamos. Repleta de tragédia e renovação, Solstício de Inverno possui uma narrativa cativante repleta de emoção.

A Minha Opinião:
Adorei!
Este é o 2º livro que leio da Autora e pretendo ler mais já que a sua escrita é realmente maravilhosa.
Ela transforma as suas histórias em autênticas lições de vida mostrando a coragem dos seus personagens e fazendo com que tudo seja possivél quando se tem muita força de vontade.
Este livrinho transmite uma calma imensa, uma serenidade que parece que estamos sentados com Elfrida a beber chá e a ver a neve cair lá fora embalados pela musica de Oscar ;)
Elfrida e Oscar recomeçam a sua vida juntos mostrando que é possivél ser feliz mesmo quando tudo parece acabado, assim como Carrie, Lucy e Sam.
Esta é uma verdadeira história de amor ao próximo em todos os aspectos :)
Sem duvida uma autora a repetir em breve.

(Bem haja Kitty pelo empréstimo e Fern2005 e Melrita pela vossa insistência para eu o ler!)

"Decepção Fatal", de Elizabeth George

"Embora um pouco longo, este romance, rico e absorvente, relata uma Inglaterra contemporânea, culturalmente complexa e transbordante de tensões.
A protagonista é Barbara Havers, o sargento taciturno que está de licença na Scotland Yard a recuperar dos ferimentos sofridos em "Na Presença do Inimigo", enquanto o Inspector-detective Thomas Lynley e Helen Clyde estão em lua de mel.
Quando os seus vizinhos, o microbiólogo Taymullah Azhar e a sua encantadora filhinha Hadiyyah, saem de Londres para vizitar a familia em Balford-le-Nez, na costa do Essex, Havers segue-os, não só por estar sem nada para fazer, mas também porque fica cheia de curiosidade e com algumas suspeitas.
Está preocupada como bem-estar de Hadiyyah, consciente dos tumultos que se seguiram ao recente assassinato de um paquistanês, em Balford.
Aí, o Inspector Emily Barlow pede ajuda a Havers na investigação do crime que provocou as desordens.
Escondidas no enredo estão pistas subtis que conduzem a uma solução articulada com a lei e tradição islâmicas. Havers identifica astutamente o criminoso, mas arrisca a carreira quando durante uma frenética perseguição de barco no mar do Norte, vai contra as ordena dadas por Barlow, que se mostra tendenciosa e cheia de ambições. É um mistério invulgarmente intrincado, mas Elizabeth George consegue agarrar os leitores com a actuação da policia, que sucessivamente se concente em mais de uma dúzia de suspeitos muito bem delineados."

A Minha Opinião:
Iniciei a leitura deste livro um pouco desgostosa quando me apercebi este era o seguimento de outro: "Na Presença do Inimigo", mas mesmo assim decidi continuar e ainda bem que o fiz ;)
A autora presenteia-nos com um verdadeiro policial em que quando tudo parece "claro como água" vem um pequenino pormenor que nos faz regressar à estaca zero.
São surpresas atrás de surpresas num ambiente de crime que vai desde o roubo ao homicidio.
A comunidade Islâmica vitima de racismo em Inglaterra tenta a todo o custo provar que os crimes são feitos por parte dos Ingleses e vice versa o que leva com que as duas "amigas" Emily Barlow e Barbara Havers juntem esforços para deslindar todos os crimes e assim provar que fosse quem fosse o criminoso não haveriam questões raciais envolvidas.
Pelo meio de toda a teia criada a autora aborda ainda temas como a homossexualidade, o papel das mulheres na comunidade Islâmica e como estas têem de subjugar a tudo... nos meio de tudo apareceu ainda uma gravidez e... incesto.
Resumindo: adorei e vou sem duvida procurar mais desta autora e enterrar-me de vez na montanha de livros que tenho para ler... Não tenho emenda ;)


(Bem haja querida Amiga Fern2005 por mais uma vez contribuires para a descoberta de uma grande Autora!)

"Não sei nada sobre o Amor", de Júlia Pinheiro

"Quando desceu o riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que quele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anuciado e quem sabe até casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensanguentada, as entranhas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga.
Estava lançado o destino de das mulheres desta familia na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre num mistério."

A Minha Opinião:
Confesso que o que mais me levou a ler este livro não foi a Sinopse mas sim a Autora.
Antes de ler pesquisei um pouco sobre a saída deste livro para o mercado e qual não é o meu espanto a maioria dos comentários que encontrei eram bastante negativos e feitos por pessoas que já estavam a "matar" o livro mesmo sem o lerem só por ser da Júlia Pinheiro.
Pois bem, fazem muito mal. É óbvio que não é uma grande obra literária, mas é um excelente livro sendo o primeiro dela.
Não é um romacezito todo "cor de rosa" cheio de histórias dos seus programas (como já li nas tais criticas).
É a história inicia-se nos anos 30, uma época em que as mulheres eram apenas objectos e serviçais. Maria da Glória tem de se desenvicilhar dos problemas que arranjou e consegue fazê-lo, mas vai vivendo sempre num suplicio de culpa e ódio o que a torna uma pessoa amarga e sem qualquer tipo de amor para dar, mesmo à sua filha Maria da Puficação, mas esta cresce e os tempos são outros, já há mais um pouco de amor, mas mesmo assim é um amor que é "provocado" Sociedade de um Estado Novo, num país em que tudo é proíbido. Depois vem Maria Clara, filha de Maria da Purificação, uma criança que vê a sua familia desintegrar-se de dia para dia, sem perceber muito bem porquê numa altura em que tudo passa a ser permitido com o 25 de Abril, as mulheres passam a vestir calças e a poder fazer tudo aquilo que lhes apetece. Maria Clara com a ajuda da Avó e da Mãe consegue seguir com a sua vida apesar de todos os fantasmas que a assombram. Então nasce Benedita, filha de Maria Clara...

"Iniciou a vida sexual aos 14 anos com um colega de colégio, um "beto" como ela. Foi o primeiro de vários relacionamentos sem paixão ou sentimento. Na esfera social de Benedita, estes relacionamentos cirúrgicos não podiam chamar-se "curtes" ou "amizades coloridas". Eram amigos que exploravam a sensualidade sem deixarem que os corpos encontrassem o caminho para a transcendencia. E antes de serem adultos já eram indiciduos marcados pelo desencanto. Não era um bom augúrio." (pag. 335)

Durante o relato das vida destas mães e filhas a autora vai-nos relatando como era o nosso País nessas épocas e quais a repercussões que isso tinha na vida das sua personagens. A autora retrata muitissimo bem a nossa sociedade e faz referências a pequenas coisas que já nem nos lembramos delas por termos hoje em dia tanta escolha, como as Pastilhas Gorila e os Livros da Anita que eram as delicias das crianças (as minhas eram mesmo!!!!). Para além disto tudo mais uma coisa muito importante, a história desenrola-se practicamente toda em Castelo Branco, a minha cidade ;)
Bom, nem me vou alongar mais, gostei bastante e se sair mais algum livro da Julia Pinheiro irei lê-lo de certeza!

"A Casa da Praia do Açucar", de Helene Cooper

"Helene Cooper é uma jovem descendente de duas dinastias, que remontam ao primeiro grupo de escravos libertados que partiram de Nova Iorque em 1820 para fundarem a Libéria. Helene cresceu na Praia do Açúcar, junto ao mar, onde se situava a mansão familiar, de vinte e duas divisões. Foi uma infância cheia de criados, carros vistosos, uma villa em Espanha e uma fazenda no interior. Quando Helene tinha oito anos, os Cooper adoptaram uma menina - um hábito vulgar entre a elite liberiana. Eunice, uma rapariga da etnia Bassa, tornou-se, de repente, conhecida como «filha da senhora Cooper». Durante anos, as filhas dos Cooper beneficiaram do aparato da riqueza e da vantagem da sua posição social. Mas a Libéria era como uma panela de água a ferver. E, em 1980, um grupo de soldados fez um golpe de Estado, assassinou o presidente e executou os seus ministros. Os Cooper e os amigos foram aprisionados, abatidos a tiro, torturados e as suas mulheres e filhas violadas. Depois de um brutal ataque, Helene, Marlene e a mãe fugiram da Praia do Açúcar e, depois, para a América. Mas deixaram Eunice para trás... Do outro lado do mundo, Helene cresceu e tornou-se uma conhecida repórter, trabalhando para o 'Wall Street Journal' e o 'New York Times' e viajando por todo o mundo, mas evitando sempre África. No entanto, em 2003, uma experiência que quase a vitimou no Iraque convenceu-a de que a Libéria, tal como Eunice, não podia esperar. Sendo, simultaneamente, uma narrativa muito pessoal e uma análise de um país violento, é também um relato de tragédia e perdão, contado com uma sinceridade inabalável e o humor de alguém que foi capaz de sobreviver. "

A Minha Opinião:
Gostei!
Helene Cooper conta a sua história de uma forma nua e crua, nada romanceada. Ela fala-nos dos seus antepassados, de tudo o que fizeram aquando da abolição da escravatura e como foram para África, formando a Libéria. Na 1º Parte da história ficamos a conhecer os antepassados de Helene e também a familia com quem ela vivia ma Monróvia, ela descreve todos ao pormenor, tem de ser ter atenção redobrada nesta parte pois são muitos e a maioria mantém-se até ao final do seu relato.
Na 2º parte já na América ela conta-nos como conseguiu sobreviver çonge das suas origens e daqueles que mais amava, mas sempre voltanto à Libéria, seguindo a guerra como uma Americana.
É escolhida para ir para o Iraque como correspondente do Jornal onde na altura trabalhava e aí descobre que apesar da sua cidadania Americana que obteve como forma de fugir ao racismo de que várias vezes foi vitima, não era ali o seu lugar.

"Se eu ia morrer numa guerra, devia fazê-lo no meu próprio país. Eu deveria era morrer num Guerra na Libéria." (pag 314)

Ela faz sobressair das sua palavras o grande orgulho da sua raça, dos seus costumes e crenças de uma forma maravilhosa, pois no meio da guerra tudo se perde.
Helene perdeu... mas recuperou:

"Eu estava no meu país e o meu país era o inferno!
E no entanto...
Havia alguma coisa mais. Orgulho. Não perante aquilo em que a Monróvia se tornara, mas pelo facto de a cidade ainda lá estar, pois isso provava que eu tinha uma origem." (pags. 324/325)

Mais um relato de uma sobrevivente de uma guerra que como em muitas outras quem lutava não sabia porque o fazia...

"Agridoce", de Roopa Farooki

"Do Bangladesh a Londres, dos anos 50 aos dias de hoje, três gerações de uma família são ensombradas pelos segredos de um passado que teima em não ficar para trás.Shona Karim está apaixonada. Ela tem apenas 10 anos mas sabe de imediato que encontrou o homem dos seus sonhos quando vê Parvez pela primeira vez. Shona é uma romântica inveterada, tal como o pai, cuja generosidade o tornou no alvo da pior das traições. Anos mais tarde, mentindo a si próprios e às suas famílias, Shona e Parvez fogem para começar uma nova vida.
Mas a herança de Shona é feita de duplicidades e de enganos cúmplices. À medida que o tempo passa, também ela teme que os seus piores segredos sejam expostos. Poderá o amor ser suficientemente forte para emendar os erros do passado?"

A Minha Opinião:
Esta é uma história sobre o poder da mentira em nome do Amor.
Começamos logo com uma grande mentira e a partir daí é formada uma teia que passa de geração em geração influenciando assim os trilhos da vida de cada membro da familia. São mais de 50 anos vividos sempre em mentira, o que faz com que a certa altura os próprios personagens nem saibam muito bem qual é a realidade em que vivem, passando eles mesmos a encobrir as mentiras uns dos outros para poderem camuflar as mentiras de cada um.
Caberá a Shona deslindar toda essa teia de enganos e resolver todos os problemas da sua familia, começando por admitir ela mesma os seus erros.
É um livro que se lê muito bem pois a escrita da autora é muito simples e a forma como ela coloca os titulos em cada capitulo faz com que a leitura seja sempre muito interessante.
O final foi... inesperado!!!
Poderá o amor ser suficientemente forte para emendar os erros do passado?
Uma autora que não conhecia mas que vou sem duvida continuar a seguir!

(Obrigado Fbeatriz e ao Site Segredos dos Livros)

"Iris & Ruby", de Rosie Thomas

"Na quente e poeirenta cidade do Cairo, vive Iris de 82 anos. Mas a sua casa sossegada e claustrofóbica no velho Cairo, é subitamente agitada pela chegada da sua teimosa e obstinada neta Ruby. Fugindo de uma relação conflituosa com a família, ela procura consolo com a avó que não via há anos.Um inesperado laço surge entre elas à medida que as duas se tornam confidentes. Iris recorda um Cairo deslumbrante e cosmopolita da Segunda Guerra Mundial. Nesse tempo em que entregou o coração ao seu único e verdadeiro amor, que perdeu numa guerra devastadora.No passado de Iris reside a resposta para o futuro de Ruby. Esta necessidade de fazer as pazes com o passado vai conduzi-las ao perigoso deserto egípcio, onde esperam encontrar todas as respostas. Mas estarão preparadas para enfrentar o perigo que as aguarda?"

A Minha Opinião:
Gostei!
Confesso que comecei a ler um pouco a medo pois já li vários livros da autora e os ultimos desiludiram-me um pouco.
Li "Sol à Meia Noite" que adorei, mas depois "Encontros" e "Extravagâncias" ficaram bem longe daquilo que estava à espera desta autora.
Com este "Iris & Ruby" voltei a acreditar ;)
Adorei a forma de escrever da autora saltando repentinamente do presente para o passado e vice versa.
A história de uma avó e uma neta que não se conheciam e de repende se tornam as melhores amigas, uma mulher no fim da vida que consegue arrumar todos os fantasmas do passado e uma jovem que descobre que a vida pode ser maravilhosa, basta querer e acreditar que é possivél.
Adorei as descrições sobre o Cairo, o deserto e as Pirâmides, sempre sonhei em visitar Gizé :)

(Bem Haja Wiccaa!)

"A Casa de Papel" de Carlos María Domínguez

"Os livros mudam o destino das pessoas: Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura. Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória e que lhe era agora devolvido. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma.
A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção."

A Minha Opinião:
Um livro belissimo sobre os livros, as leituras e os sentimentos que estes nos despertam.

"...os livros avançam pela casa, silenciosos, inocentes. Não consigo detê-los.
Muistas vezes me perguntei porque conservo livros que só num futuro remoto me poderiam ajudar, titulos afastados dos percursos literários literários mais habituais, aqueles que uma vez li e não voltarão a abrir as suas páginas durante muitos anos. Talvez nunca mais!
(...)
Amiúde é mais dificil desfazermo-os de um livro do que obtê-lo. Ligam-se a nós num pacto de necessidade e de esquecimento, como se fossem testemunhas de um momento das nossas vidas ao qual não regressaremos.
(...)
Nós, leitores, espiamos as bibliotecas dos amigos nem que seja apenas para nos distrairmos. Às vezes para descobrir um livro que gostaríamos de ler e não possuímos, outras para saber o que comeu o animal que temos diante de nós. Deixamos um colega sentado na sala e no regresso encontramo-lo invariavelmente de pé a farejar os nossos livros."

Verdadeiro, não?
Gostava que algumas pessoas que acham que sou viciada em Livros lessem este pequeno tesouro.
Talvez seja viciada em livros sim, pois também eu fico com uma ansiedade enorme se por acaso me esqueço do meu livro em casa, ou no trabalho ou se por acaso percebo que as parteleiras estão a acabar ;)
Mas voltando ao livro, é uma obra bem pequenina mas com uma mensagem bastante bonita.
Passam-se anos, séculos até, mas um livro e a sua história perduram ao longo dos tempo acompanhando muitos leitores.
Este é um pequeno grande Livro que quero ter na minha estante.

"A Vida Num Sopro", de José Rodrigues dos Santos

"Portugal, anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida.
As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia.
O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo. "

A Minha Opinião:
Mais uma vez o autor "transporta-nos" de forma exemplar para a história que nos conta.
As descrições da Sociedade, dos costumes e das pessoas são excelentes, mostrando-nos a forma de viver do povo Português na altura da Ditadura.
A história anda à volta de um casal de namorados adolescentes que não consegue triunfar no amor devido às mentalidades que dominham as suas vidas e passados alguns anos se reencontram, mas novamente a altura não é a melhor. Girando sempre em torno deste romance o autor descreve pormenorizadamente o tempo de Guerra em Espanha, o ambiente que se vivia no seio militar em Portugal e na Sociedade em geral com as perseguições da PVDE, não esquecendo a cultura (que ele enaltece sempre nos seus livros), desta vez deu enfase ao Teatro onde brilhavam os celebres Beatriz Costa, Vasco Santana entre outros.
O Romance em si não é grande coisa, mas o modo como o autor o expõe é muito bom. Apenas tenho a referir que tanto neste livro como nos outros, o autor deveria juntar uma pequena adenda relativamente a algumas expressões usadas nos seus diálogos, pois ele recorre à linguagem popular das várias regiões do país o que é bastante engraçado, mas por vezes não se percebe muito bem o que querem dizer.
Poderia dizer muito mais sobre o livro, mas assim iria "estragar" um pouco a leitura a quem o pretende ler.
Resumindo, gostei bastante :)

"O Mercenário de Granada" de Juan Eslava Galán

"Uma original aventura histórica nos tempos da ReconquistaNo ano de 1487, o reino de Granada encontra-se em perigo. Após a tomada da cidade de Córdova, os exércitos cristãos, comandados por D. Fernando, cercam durante meses a cidade de Málaga com o objectivo de cansar as defesas árabes e reconquistar al-Andalus. Granada é o último reino mouro na Europa. Dada a superioridade dos exércitos cristãos e ante a iminente queda dos árabes, o embaixador de Granada, Mohamed ibn Hasin, e o seu servo Jândula viajam para Topkapi, em Istambul, para implorar ajuda aos seus irmãos turcos. Se o sultão dos turcos não os socorrer com tropas e artilharia, Granada cairá e a reconquista da cidade pelos cristãos será uma realidade. Mas o sultão oferece a Mohamed a ajuda de um único homem: Orban, o ferreiro búlgaro. Um homem sozinho contra os exércitos cristãos… Granada parece definitivamente perdida."

A Minha Opinião:
Um Romance Histórico recheado de factos maracntes da vida dos espanhois, mas mais que isso um retrato fiel da reconquista e das lutas entre os Cristão e os Mouros.
Na grandes lutas que se travaram houve um ferreiro Turco, a unica esperança dos mouros, que teve grande influencia nos grandes desenlaces.
Temos Orban o Ferreiro e a Sua Isabel que protaginzam a sua grande história de Amor, entre as desavenças de Cristão e Mouros, fazendo com que a história se torne mais leve, apesar de ser um amor impossivél.
Um livro a não perder.

(Bem haja ao site Segredo dos Livros e Fbeatriz)