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"A Primeira a Morrer - O Clube das Investigadoras Livro I", de James Patterson

"Lindsay Boxer, detective da Brigada de Homicídios da cidade de São Francisco, acaba de receber más notícias: sofre de uma doença rara que pode ser fatal. Decidida a ultrapassar mais este problema, atira-se de corpo e alma ao caso que tem em mãos: o do assassino em série apostado em perseguir e assassinar recém-casados, a quem chamam o «Assassino dos Noivos».Habituada a enfrentar o mundo sozinha, desta vez Lindsay decide escutar a voz do coração: apaixona-se pelo novo parceiro, Chris Raleigh, e recorre à ajuda das amigas para formar uma aliança improvável - O Clube das Investigadoras. Juntando as poucas pistas disponíveis, as amigas identificam o assassino mais aterrador que alguma haviam visto, até que uma cruel reviravolta revela que o caso tem contornos mais complexos e que elas estavam, afinal, enganadas… Ou será que não?Primeira a Morrer é uma história, envolvente e cheia de suspense que mantém os leitores presos até à última página. "

A Minha Opinião:
No meio do caos em que se encontra a sua vida, com a descoberta de uma grave doença, Lindsay dedica-se de corpo e alma à sua profissão, tentanto por todos os meios encontrar um assassino em série.
Na tentativa de despistar uma jornalista acaba por criar uma grande amizade com Cindy e assim os seus encontros com Claire, a médica legista, passarão a ter mais uma participante ;)
Juntam esforços e juntas vão deslindando o crime, até que já no encalço do assassino se deparam com uma advogada que gosta de jogar sempre pelo seguro, Jill! Assim fica completo "O Clube das Investigadoras".
Quanto aos crimes e ao assassino, nem tudo o que parece é ;)
Gostei deste Livro I, o seguinte será melhor, visto que agora o Clube já está completo.

(Bem haja Ligia ;)! )

"O Toque de Midas", de Collen McCullough

"No centro do romance está Alexander Kinross, lembrado na sua Escócia natal como um pobre jovem aprendiz de caldeireiro. Mas quando, anos mais tarde, escreve da Austrália a avisar que a noiva pode ir ter com ele, os seus parentes rapidamente se apercebem que fez fortuna com o ouro.Chegada a Sidney depois de uma difícil viagem, Elizabeth Drummond, de 16 anos, encontra-se com o seu futuro marido e descobre, para sua infelicidade, que ele a assusta e repugna. Sem outra hipótese, casa com ele e fica relegada numa quinta algures no imenso campo australiano. Nem sequer faz ideia que ele mantém uma amante, a sensual e extrovertida Ruby Costevan.Cativado pelas diferentes personalidades da esposa e da amante, Alexander decide manter ambas as mulheres. Elizabeth dá-lhe duas filhas. Movido pelo desejo de ter um varão, Alexander vira-se para o filho de Ruby, como possível herdeiro do seu império."

A Minha Opinião:
Este é um dos melhores livros que li este ano :)
São pouco mais de 500 páginas de pura emoção, sem nunca se quebrar o interesse na história... nem vos digo o que acontece com o ritmo de leitura de uma viciada em livros... sem sono!!!
Já tive o prazer de ler mais livros desta Autora e todos me agradaram muito, mas este é esplêndido mesmo.
Fiquei logo cativada pelo facto de a história se passar na Austrália, fazendo-me lembrar "A Viagem de Morgan".
"O Toque de Midas" conta-nos a vida de Alexander e como ele transformava tudo aquilo em que tocava numa grande riqueza. Um rapazinho bastardo, que fugiu a meio da noite com a roupa do corpo conseguiu fazer uma monstruosa fortuna para si e para os seus amigos.
As personagens são maravilhosas: Alexander com o seu temperamento forte mas muito generoso, Elizabeth de uma sinceridade espantosa, Ruby com a sua maneira de ser muito peculiar e depois temos Nell, Anna e Lee. Todos tem uma presença muito marcante na história e nos tocam de uma forma muito especial.
Depois de muitos desgostos e algumas alegrias o fim é surpreendente... mas confesso que fiquei sempre com a "pulga atrás da orelha" ;) depois da grande explosão!
Um livro que quero ter na minha estante e irei sem duvida reler!
Se tiverem oportunidade não deixem de ler, tanto este como o "A Viagem de Morgan".

(Bem haja Catiaborboleta por este fantástico Bookring!)

"O Outro Lado do Amor" de Rosamude Pilcher

"Emma Litton não é capaz de seguir em diante com a sua vida até descobrir exactamente que lugar ocupa no coração do seu pai. Desde os 14 anos estudou na Europa, depois conseguiu um emprego em Paris, sempre tentando imaginar o que o pai, um artista famoso, estaria a fazer no Japão, na América ou na sua casa de férias na Cornualha. Mesmo depois de conhecer Robert Morrow, um bonito homem, dono de uma galeria de arte, e de reencontrar o seu irmão por afinidade, Cristo, ainda assim sente-se obrigada a descobrir a verdade sobre o seu passado. Mas Emma poderá aperceber-se tarde demais que o que ela precisa de encontrar é a verdade sobre si própria e que perdoar é o primeiro passo para preservar o amor."

A Minha Opinião:
Mais um livrinho da Rosamunde Pilcher!
Gostei! Um belo romance, bom para ler numa tarde de domingo enquanto o calor aperta!
Como em todos os livros da autora que já li, fiquei cativada logo nas primeiras páginas, mas à semelhança o "Dia de Tormenta" é um romance levezinho sem grandes pormenores, a história é curta e directa, sem aquela magia de outros livros que já li dela.
Mas faz-nos pensar que por vezes queremos tanto o Amor, que ele está logo ali e nós não o vemos.
Agora uma curiosidade... em todos os livros que já li desta autora (e já foram alguns) a história tem sempre um quadro no meio da história, ou é sobre alguém ligado à Arte, já repararam.
No "Apanhadores de Conchas" era um quadro, no "Solesticio de Inverno" também havia um e nestes ultimos 2 a história era sobre 2 pintores!
Tenho de ler mais da autora para ver se as histórias dela estão sempre ligadas à Arte da Pintura ;)
Uma Autora que pretendo sem duvida alguma seguir!

(Bem haja Ligia, mais uma vez!!! :P)

"Branco", de Rosie Thomas

"Um livro que nos mostra os limites do sacrifício humano, a auto-confiança, e o poder da compaixão.Dois homens que enfrentam os seus demónios e uma mulher que persegue o seu próprio sonho.
Para Sam MacGrath um encontro fugaz com uma jovem num voo turbulento, é o suficiente para lhe mudar a vida. Loucamente atraído por ela, segue o seu impulso e jura segui-la até ao Nepal. A jovem Finch Buchanan ingressa numa expedição aos Himalaias como médica, mas quando chega, reencontra um homem que nunca conseguiu esquecer. Al Hood fez uma promessa à filha: Se conquistar o pico desta montanha, deixará a escalada para sempre. O Evereste eleva-se sobre o grupo, lindo e silencioso. Contra as ameaças do clima e da altitude, ergue-se a paixão e a força de vontade. As relações intensas entre Finch, Al e Sam, começam a desenrolar-se...
Perante tamanho desafio, as consequências podem ser trágicas."

A Minha Opinião:
Gostei!
Confesso que comecei a leitura um pouco a medo pois já tive algumas desilusões com esta autora, mas definitivamente este não foi um deles.Fez-me lembrar um pouco o "Sol à Meia Noite" que foi o primeiro que li dela, que adorei, talvez pelo ambiente gelado onde se passa a história e as condições adversas com que se deparam os personagens.
Finch e Sam, um encontro do acaso que faz nascer uma empatia agradável!
Depois Finch e Al e o seu reencontro com, um amor adormecido mas não esquecido! Sam fica para segundo plano, mas não muito já que se torna grande amigo de ambos.
Mas depois vem a perda, a dor e o sofrimento...
No final voltamos a ter Finch e Sam numa parceria de não só cuidar das suas feridas, mas também das dos outros, deixadas por Al...
Valeu bem a pena dar mais uma portunidade à Autora ;) Já só me falta ler "Uma Casa na Grécia", espero que seja bom ;)

(Bem haja Querida Ligia por mais este precioso livrinho!)

"O Dia da Tormenta" de Rosamunde Pilcher

"No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu.Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem."

A Minha Opinião:
Um livro que se lê rápidamente, mas que ao contrário dos outros da autora não tem aquela escrita melodiosa e calma que nos cativa logo nas primeiras páginas.
Este é o livro ideal para se ler nas férias, na praia ou na piscina, sem ser necessária muita concentração para seguir a história!
Percebi logo quem era a Sofia ;)
Um romance "levezinho" que nos envolve e distrai de leituras mais conturbadas ;)

(Bem haja Ligia, beijinhos!!!)

"Para Além da Razão"; de Anna D'Almeida

"Herdada ao longo de gerações e melhorada por cada uma delas, a Quinta do Lago apaixonava todos os que algum dia tinham tido o privilégio de a conhecer.Contava a história pela boca dos camponeses, que há muitos e muitos anos atrás, um dos mais antigos antepassados dos Vaz, em viagem para o Sul, se havia perdido no caminho, descobrindo por acaso aquele monte Alentejano beijado por um lago maravilhoso de águas verdes e azuis, que hoje dava o seu nome à Quinta.Encantado com aquela terra quente de paisagens sem fim e apaixonado perdidamente pelo Lago, ele decidira abandonar os seus negócios, vendendo tudo o que possuía, para assim conseguir comprar todas as terras que a sua vista conseguia alcançar. Depois de ter gasto quase todo o seu dinheiro naquelas terras, só conseguiu construir uma casinha pequenina, que veio a revelar-se simples demais para a sua família que em pouco tempo o abandonou.Sozinho com o seu lago e as suas terras, dedicou os seus dias a viver o sonho que o levara até ao Alentejo. Anos de trabalho passados, e a terra recompensou-o pelo seu amor, trazendo-lhe prosperidade e riqueza.Com medo da solidão o Vaz voltara a casar-se e o destino atento ofereceu-lhe o herdeiro tão desejado. Mas apesar de ter uma família feliz que o estimava e respeitava, o seu verdadeiro amor continuou fiel aos montes ondulante e ao lago espelhado, e persistiu em dedicar os restantes dias da sua vida a proteger e cuidar aquela paisagem que o enfeitiçara.Dizia-se que tinha sido tal a paixão que assolara o coração daquele homem, que lhe invadiu o sangue, continuando assim viver até aos dias de hoje nos seus descendentes, que tal como ele nunca tinham conseguido abandoná-la, dedicando toda a sua vida a protegê-la. Acreditava-se que, algures no tempo, o encantamento virou maldição. Cegos de amor pelo brilho do lago, os Vaz tornaram-se incapazes de amar verdadeiramente uma mulher. Casavam na conquista de um herdeiro que continuasse a sua missão de vida, e condenavam as suas mulheres a uma vida infeliz de solidão.Nas diferentes gerações, quando existiam vários filhos, de maneira inexplicável, acabava por só restar um filho homem no momento da morte do pai. Muitos especulavam que era a única forma de garantir que as terras permaneciam unidas e que um novo homem vivia para as proteger.As diferentes versões que sobreviveram na memória perpétua do povo, dividiam-se entre aqueles que acreditavam na lenda e aqueles que acreditavam que era apenas o percurso normal da vida de uma família.Maldição ou destino?"



A Minha Opinião:
Este livro foi editado pelo AuthorCrossing, uma novidade para mim, pois nem sabia que no Bookcrossing havia esta funcionalidade :P pois apenas ando pelo forum!
A Autora é alguém que anda por lá ;) quem sabe alguém que eu conheço!
Fiquei colada a ele :) e só o larguei quando terminei!
Adorei, muito bom mesmo! Chegou a uma altura que já nem os erros de travavam!
Uma história sobre o amor a traição e a familia.
Adorei as leituras da Clara... "Os Maias"... tinha se ser ;)
Para primeiro livro está mesmo excelente.
Que venham mais ;)

"Um lugar chamado Aqui", de Cecelia Ahern

"Sandy Short tornou-se obcecada por coisas e pessoas perdidas, desde que, ainda criança, uma sua colega desapareceu sem deixar rasto. Desde então não conseguia descansar enquanto, pelo menos, não descobrisse uma pista que fosse daquilo que desaparecera. Até que um dia ela própria desapareceu... Este é um encantador conto onde a magia, o humor e as vicissitudes da inesperada busca se fundem harmoniosamente para criar um envolvimento que prende o leitor. No fundo, trata-se da história de uma mulher à procura de si mesma, contudo, nesta divertida parábola, a autora explora temas ligados ao sentido profundo da vida, como conservar, deixar ir ou perder, mas também lidar com a identidade face à passagem do tempo, recordar as suas raízes e apreciar o valor do amor. "

A Minha Opinião:
Bem, devo confessar que este livro desiludiu-me um bocadinho.
Ao contrário dos outros livros da autora este não me encantou nem tão pouco me envolveu...
Sandy vive atormentada por tudo quanto desaparece, desde o par de uma das suas meias até às pessoas. Tudo começa quando uma menina da sua rua desaparece sem deixar rasto, a partir daí Sandy fica obcecada com os desaparecimentos o que faz com que mais tarde já adulta se dedique a ajudar nas buscas de pessoas desaparecidas, e de si própria.
No decurso de uma investigação também ela acaba por desaparecer indo "aparecer" num lugar a que os habitantes chamam "Aqui", em Aqui está tudo aquilo que desaparece, desde as pessoas às meias.
Na minha humilde opinião este é um romance que tinha tudo para ser um exito se a autora o tivesse escrito de uma forma diferente, se a história tivesse sido colocada de forma diferente, a autora "salta" da actualidade para o passado de Sandy e ao mesmo tempo fala de "Aqui", o que por vezes torna a história um pouco confusa, mas no final Sandy conseguiu resolver parte dos seus problemas com os "desaparecimentos de meias". Achei engraçado o paralelismo do final história de Sandy com a peça de teatro que faziam em Aqui: o Feiticeiro de Oz, um verdadeiro conto de fadas onde a personagem principal depois de muitas aventuras descobre que "Não há lugar melhor do que a nossa casa.", Sandy também perceberá isso.
Gostei da mensagem final :

"De vez em quando, todos nós nos perdemos, às vezes devido a forças que estão fora do nosso controlo. Quando descobrimos aquilo de que a nossa alma precisa, o caminho apresenta-se sem esforço à nossa frente. Por vezes, vemos a saída, mas mesmo assim desviamo-nos para mais longe e mais fundo apesar do que sabemos; o medo, a raiva ou a tristeza são o que nos impede de regressar. Por vezes preferimos andar perdidos a vaguear, porque por vezes é mais fácil. Mas seja qual for o caso, somos sempre encontrados por alguém." (pag. 343)

É um livro que vale a pena ler, mas sem duvida que não é o melhor da autora.

(Bem haja Maggie1984 pela oportunidade!)

"A Elegância do Ouriço" de Muriel Barbery

"É num edifício situado num bairro rico de Paris e habitado por uma burguesia rica e snobe, que decorre este emocionante romance contado a duas vozes. Alternadamente, as duas protagonistas vão dando a conhecer o seu bairro e as pessoas que as rodeiam. Renée é uma porteira de 54 anos, cultíssima autodidacta e apaixonada pela pintura naturalista holandesa, por filosofia, pelo cinema japonês e uma devoradora de livros. Paloma, a segunda protagonista, é uma adolescente de 12 anos, astuta, que percebe mais do mundo à sua volta do que aquilo que aparenta, e que deseja suicidar-se no dia do seu décimo terceiro aniversário. Entre a aparente humildade e ignorância de Renée e de Paloma, aparece um novo morador no prédio: o senhor Ozu, um japonês que inicia uma relação de amizade com ambas, formando-se um pequeno trio que terá para todos um papel redentor. Um livro terno, divertido e com personagens que irão cativar os leitores desde a primeira página."


A Minha Opinião:
Um livro bastante filosófico que nos faz pensar naquilo que realmente importa na nossa vida e nas coisas supérfluas a que damos importância no dia a a dia, mas sobretudo se mostramos o nosso verdadeiro "eu".
Custou-me um pouco a entrar na história, mas depois foi como uma "lufada de ar fresco".
A relação que se estabelece entre Renée, Paloma e Ozu é muito bonita, mas o final... bem, foi mesmo inesperado :S
Faz referencia a muitas obras literárias que eu gostaria de ler, mesmo as mais Filosóficas, a música e mesmo a cinema.

Este é um livro que muita gente deveria ler, para assim se conseguir encontrar e perceber que não basta parecer mas sim SER.

"Vejamos a primeira.

Há milénios que, entre os "conhece-te a ti mesmo" e os "penso logo existo", não se pára de glosar acerca dessa ridícula prerrogativa do homem que é a consciencia que ele tem da sua própria existência e sobretudo a capacidade que essa consciencia tem de se tornar a si mesma por objecto." (pag.47)

"E vamos à segunda questão: que conhecemos nós do mundo?

A esta pergunta, os idealistas como Kant respondem.

Que respondem eles?

Respondem: pouca coisa.

O idealismo é a doutrina segundo a qual só podemos conhecer o que é apreendido pela nossa consciencia, essa entidade semidivina que nos salva da bestialidade. Conhecemos do mundo o que a nossa consciencia dele pode dizer por ser o que ela apreende - e nada mais." (Pag.49)
(Bem Haja Melrita!)

"Decepção Fatal", de Elizabeth George

"Embora um pouco longo, este romance, rico e absorvente, relata uma Inglaterra contemporânea, culturalmente complexa e transbordante de tensões.
A protagonista é Barbara Havers, o sargento taciturno que está de licença na Scotland Yard a recuperar dos ferimentos sofridos em "Na Presença do Inimigo", enquanto o Inspector-detective Thomas Lynley e Helen Clyde estão em lua de mel.
Quando os seus vizinhos, o microbiólogo Taymullah Azhar e a sua encantadora filhinha Hadiyyah, saem de Londres para vizitar a familia em Balford-le-Nez, na costa do Essex, Havers segue-os, não só por estar sem nada para fazer, mas também porque fica cheia de curiosidade e com algumas suspeitas.
Está preocupada como bem-estar de Hadiyyah, consciente dos tumultos que se seguiram ao recente assassinato de um paquistanês, em Balford.
Aí, o Inspector Emily Barlow pede ajuda a Havers na investigação do crime que provocou as desordens.
Escondidas no enredo estão pistas subtis que conduzem a uma solução articulada com a lei e tradição islâmicas. Havers identifica astutamente o criminoso, mas arrisca a carreira quando durante uma frenética perseguição de barco no mar do Norte, vai contra as ordena dadas por Barlow, que se mostra tendenciosa e cheia de ambições. É um mistério invulgarmente intrincado, mas Elizabeth George consegue agarrar os leitores com a actuação da policia, que sucessivamente se concente em mais de uma dúzia de suspeitos muito bem delineados."

A Minha Opinião:
Iniciei a leitura deste livro um pouco desgostosa quando me apercebi este era o seguimento de outro: "Na Presença do Inimigo", mas mesmo assim decidi continuar e ainda bem que o fiz ;)
A autora presenteia-nos com um verdadeiro policial em que quando tudo parece "claro como água" vem um pequenino pormenor que nos faz regressar à estaca zero.
São surpresas atrás de surpresas num ambiente de crime que vai desde o roubo ao homicidio.
A comunidade Islâmica vitima de racismo em Inglaterra tenta a todo o custo provar que os crimes são feitos por parte dos Ingleses e vice versa o que leva com que as duas "amigas" Emily Barlow e Barbara Havers juntem esforços para deslindar todos os crimes e assim provar que fosse quem fosse o criminoso não haveriam questões raciais envolvidas.
Pelo meio de toda a teia criada a autora aborda ainda temas como a homossexualidade, o papel das mulheres na comunidade Islâmica e como estas têem de subjugar a tudo... nos meio de tudo apareceu ainda uma gravidez e... incesto.
Resumindo: adorei e vou sem duvida procurar mais desta autora e enterrar-me de vez na montanha de livros que tenho para ler... Não tenho emenda ;)


(Bem haja querida Amiga Fern2005 por mais uma vez contribuires para a descoberta de uma grande Autora!)

"A Casa de Papel" de Carlos María Domínguez

"Os livros mudam o destino das pessoas: Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura. Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória e que lhe era agora devolvido. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma.
A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção."

A Minha Opinião:
Um livro belissimo sobre os livros, as leituras e os sentimentos que estes nos despertam.

"...os livros avançam pela casa, silenciosos, inocentes. Não consigo detê-los.
Muistas vezes me perguntei porque conservo livros que só num futuro remoto me poderiam ajudar, titulos afastados dos percursos literários literários mais habituais, aqueles que uma vez li e não voltarão a abrir as suas páginas durante muitos anos. Talvez nunca mais!
(...)
Amiúde é mais dificil desfazermo-os de um livro do que obtê-lo. Ligam-se a nós num pacto de necessidade e de esquecimento, como se fossem testemunhas de um momento das nossas vidas ao qual não regressaremos.
(...)
Nós, leitores, espiamos as bibliotecas dos amigos nem que seja apenas para nos distrairmos. Às vezes para descobrir um livro que gostaríamos de ler e não possuímos, outras para saber o que comeu o animal que temos diante de nós. Deixamos um colega sentado na sala e no regresso encontramo-lo invariavelmente de pé a farejar os nossos livros."

Verdadeiro, não?
Gostava que algumas pessoas que acham que sou viciada em Livros lessem este pequeno tesouro.
Talvez seja viciada em livros sim, pois também eu fico com uma ansiedade enorme se por acaso me esqueço do meu livro em casa, ou no trabalho ou se por acaso percebo que as parteleiras estão a acabar ;)
Mas voltando ao livro, é uma obra bem pequenina mas com uma mensagem bastante bonita.
Passam-se anos, séculos até, mas um livro e a sua história perduram ao longo dos tempo acompanhando muitos leitores.
Este é um pequeno grande Livro que quero ter na minha estante.

"Pássaros sem Asas", de Lous de Bernières

"Uma história épica de amor, guerra e paz, pela mão do autor de O Bandolim do Capitão Corelli.O que têm em comum a belíssima Philothei e o seu apaixonado Ibrahim; Veled, o Gordo, cujo camelo exige um cigarro antes de iniciar qualquer deslocação; Ali, o Nariz-Partido, que vive com a família numa árvore oca no centro da vila; Mohammed, o Apanhador de Sanguessugas; um pedinte mudo que vive numa gruta; Rustem Bey, que sofre porque a sua jovem mulher está apaixonada por outro homem; Kemal Atatürk, o fundador e primeiro presidente da República da Turquia; e dois rapazes, um cristão e o outro muçulmano, que comunicam através de apitos que emitem sons dos pássaros? Todos eles assistem ao colapso do império otomano e à transformação do mundo tal como o conhecem. Subitamente lançados para o turbilhão da História do século XX, todas estas personagens terão de lutar pelo que lhe é mais querido… e pela própria vida."

A Minha Opinião:
Esta foi uma leitura um bocadinho conturbada.
Em primeiro lugar fiquei logo assustada com as 685 páginas, depois com tantos personagens (com nomes estranhos) e com todos os termos utilizados pelo autor logo nas primeiras páginas
A história gira à volta dos habitantes de uma pacata aldeia, com os seus problemas cotidianos mas que se entreajudam entre sim em todas as situações até ao dia em que têem de voltar costas uns aos outros devido às suas crenças religiosas.
Muçulmanos e Cristão viviam em plena harmonia, respeitando-se mutuamente até ao dia em que começa a Guerra que levou à grande derrocada do Império Otomano e à obrigatoriedade de nuitos inocentes "pagarem" sem nenhuma culpa, fazendo mais uma ves aquilo que outro obrigavam.
O Imã e o Sacerdote que até então tinham conseguido manter sempre a calma vêem tudo cair por terra e as lutas começam, mas no meio de tantas desgraças, provocadas por uma guerra que nem eles percebem, perdura sempre a antiga amizade independentemente das crenças de cada um, pois como eles diziam "... Bem, no fim de contas, somos ambos povos do Livro Sagrado...".
As descrições dos tempos de guerra são muitas vezes crueis e bem realistas, o que me levou várias vezes a amabdonar a leitura, perguntando-me como é que é possivél que acontecessem coisas assim... mas o facto é que ainda hoje acontecem...
As personagens são de uma beleza extrema. Gostei da forma como o autor apresentou cada uma delas quase que individualmente e as foi interligando logo umas às outras avançando e recuando no tempo diversas vezes.
Gostei bastante.
Um romance histórico muitissimo bom com o qual aprendi mais um bocadinho sobre o Império Otomano sobre a religião Muçulmana.
E para rematar, aqui fica uma passagem belíssima e verdadeira:

"... No passado, tu e eu acreditámos que éramos pássaros e fomos felizes quando batiamos nossas asas, e caíamos e nos esmorrávamos, mas a verdade é que éramos pássaros sem asas. (...)
Para pássaros com asas nada muda; voam quando querem e não percebem nada de fronteiras, e as suas disputas são muito pequenas.
Mas nós estamos confinados à terra, por muito que trepemos a lugares altos e batamos nossos braços. Como não conseguimos voar, estamos condenados a fazer coisas que não combinam conosco. Como não temos asas, somos empurrados para lutas e abominações que não procurámose, então, os vales erguem-se, os rios são bloqueados pela areia e as falésias caem ao mar."

(Bem haja Fbeatriz e ao Segredo dos livros)

"Pena Capital", de Bernard Cornwell

"A sentença foi a de morte pela forca. Mas, por motivos de ordem política, o Ministério do Interior achou necessário confirmar a sua culpabilidade. Assim, encarregou da investigação do caso um tal Rider Sandman, que, porém, não dispunha de quaisquer habilitações especiais para o efeito. Tratava-se de um jovem militar que se destacara na batalha de Waterloo e granjeara também fama pelo seu talento como jogador de críquete, mas cuja vida andava então pelas ruas da amargura. A proposta de um emprego temporário, bem remunerado e pouco exigente, surgiu-lhe como caída dos céus. Porém, quando Rider Sandman inicia a sua pesquisa, deambulando entre os fétidos cárceres de Newgate e os perfumados salões da aristocracia, apercebe-se de que muitos dados não se coadunam com o veredicto, e também de que há demasiada gente empenhada em travar-lhe o passo. Sandman é um perito nas artes da guerra, e, para além disso, conta com o apoio de poderosos, embora algo extravagantes, aliados. Mas enfrenta uma cabala dirigida pelos mais ricos e impiedosos senhores da Regência inglesa. Sandman apenas dispõe de sete dias para salvar um homem inocente do patíbulo mais voraz da Europa. O carrasco aguarda a sua hora. É uma corrida contra o fatal nó escorregadio."

A Minha Opinião:
Este é sem duvida um autor que vou juntar aos favoritos dos Romances Históricos!
Adorei a recriação do ambiente de Londres no Sec. XVII, desde a descrição das ruas, da população e até das expressões populares utilizadas, este é mesmo um verdadeiro Romance Histórico.
A história em si não é muito relevante, já que não passa de uma busca da verdade em que os resultados são bastante previsiveis, mas mesmo assim o autor envolve-nos de tal forma com a sua escrita que é quase impossivél largar a leitura :)

(Bem Haja wiccaa pela oportunidade de ler mais um maravilhoso Romance Histórico, mas mais que isso, de conhecer mais um excelente autor!!!)

"O Homem Duplicado", de José Saramago

"Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou», à cadeira de História «vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim».Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pêlos do corpo»...Depois desta inesperada descoberta, de um homem exactamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem. A empolgante história dessa busca, as surpreendentes circunstâncias do encontro, o seu dramático desfecho, constituem o corpo deste romance de José Saramago."



A Minha Opinião:

Há já muito tempo que queria ler alguma das obras de Saramago e enfim lá consegui!
Não foi fácil, iniciei a leitura várias vezes até conseguir entrar na história, mas depois de me habituar ao discurso a leitura correu melhor.
Fez-me um pouco de confusão a pontuação e a forma de escrever do autor!
A história em si posso dizer que gostei, a procura de Tertuliano Máximo Afonso pela sua personalidade foi uma aventura e tanto, apesar de às vezes se tornar um pouco aborrecido...
Vou tentar ler alguma das suas outras obras para tirar teimas, pois já me constou que este não é o melhor livro de Saramago para nos iniciarmos na sua obra!
Voltanto à sua escrito, foi bem dificil ver aquelas páginas cheias de uma ponta à outra, com o testo completamente justificado, com as márgens todas certinhas e sem sequer um travessãozito para animar a página!

(Bem haja Vibarao por este Bookring!)

Um Estranho nos meus Braços, de Lisa Kleypas

"Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…» Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa peque na caixa , a mesma que ela lhe dera há três anos quando Hunter partira para a Índia . Mas, a o mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir-se uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor em cujos braços Lara se entrega em busca da felicidade?

A Minha Opinião:
Gostei!
É daqueles livros que me ajudam a descontrair dos romances históricos mais complexos. A história flui de maneira rápida, está muito bem estruturada e tudo se encaixa no final!
Confesso que em todo o livro nunca tive a certeza se realmente era um estranho ou o marido de Lara!
(Bem haja Fbeatriz!)

O Prenúcio das Águas, Rosa Lobato Faria



"Tendo como pano de fundo uma aldeia condenada a ficar submersa pelas águas de uma barragem, cinco narradores falam de si, completando, à medida que o fazem, uma história a que só o leitor terá direito..."


A minha opinião:

Simplesmente lindo!
Já me tinha aconselhado esta autora, mas não sei porquê sempre tive alguma renitências em relação a ela... Fiz mal!

Tem uma escrita melodiosa que nos envolve da primeira à ultima linha.
No desenrolar da história e nos relatos de vida dos vários personagens descobrimos lendas, costumes do Alentejo, as suas vivencias e apercebemo-nos também dos sentimentos de toda a população em relação ao facto de deixarem a aldeia Rio do Anjo para esta ficar submersa pelas águas da barragem.

Foi um história que me cativou desde inicio talvez porque eu própria fui à verdadeira "Rio do Anjo" (Aldeia da Luz) e pude sentir o estado de espirito da população... e até mesmo dos visitantes como eu.
Ao olhar a Igreja, o Pelourinho e a pequena fonte que havia no centro da Praça Principal, os bancos do Jardim... como era possivél que tudo aquilo fosse ficar debaixo de água!
Enfim...
Voltando ao livro, gostei mesmo muito e a Autora é mais uma a acrescentar à lista.
Agora, aqui vos deixo uma imagem da belissima Aldeia da Luz que está lá, no fundo da Barragem...

(Bem Haja PontoVirgula pela oportunidade ;)
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