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"A Última Viagem de Valentina", de Santa Montefíore

Após o final da Segunda Guerra Mundial, um aristocrata excêntrico é assassinado no seu palazzo italiano. Vinte anos mais tarde, este crime por resolver toca a vida de Alba, uma rapariga que vive num barco em Chelsea, na década de 1960.
Entre estas duas épocas estende-se uma narrativa de amor, decadência e traição que conduz Alba até à costa de Amalfi, ao drama da guerra e à decadência da tragédia. O passado ressurge, revelando uma teia secreta de resistentes e nazis, de camponeses e condes e, no centro de tudo, uma fascinante e misteriosa mulher -  a sua Mãe.
Alba não irá investigar apenas um homicídio: investiga igualmente uma verdade proibida, e o que descobre no passado é doloroso, mas é a porta para o seu próprio futuro.
De escrita sensual e emotiva, Santa Montefiore apresenta assim um intemporal épico recheado de suspense e mistério que conduz o leitor até à aristocrática Londres e à Itália dos anos 40, quando a ascensão nazi singrava pela Europa.



A Minha Opinião:
Mais uma vez a autora leva-nos para um cenário marcado pela II Guerra Mundial, personagens com recordações, com personagens sempre envoltas em grande mistério. Mas desta vez não visitamos a Argentina... Em "A Ultima Viagem de Valentina" viajamos até à bela Itália, a uma ilha Encantada onde apesar do triunfo do amor em tempos de guerra, a tragédia e o misticismo acabam por tomar parte da história.
Alba viveu toda a sua vida sem nunca poder falar sobre a Mãe: Valentina, uma italiana lindissima que o pai conheceu durante a Guerra e que morreu alguns dias após o seu nascimento.
Vivendo uma vida libertina, a bordo de um barco, tentando a todo o custo chocar o pai mas especialmente a "terrível" madrasta que ocupou o lugar de sua mãe, Alba define um plano para conseguir descobrir tudo aquilo que sempre quis saber sobre a sua mãe e o casamento de seus pais.
A chegada a Incantatatta, depois de uma tortuosa viagem, é como um sonho! O reencontro com os familiares de sua Mãe, com as suas coisas e com os lugares onde os seus pais tanto se amaram tornam Alba em alguém diferente... mas como sempre nos livros desta autora nem tudo é o que parece ;)
Depois claro que temos também o grande amor de Alba, que à medida que a história avança ela descobre e redescobre... um final mais uma vez cheio de grandes surpresas ;)

"A Andorinha e o Colibri", de Santa Montefíore

"George partiu para a guerra. Rita, a namorada de infância, alegra-se com o seu regresso mas cedo percebe que o homem que amava mudou. Distante, guardando para si as histórias de guerra que o atormentam, aceita o convite da tia e parte para a Argentina. Não quer contudo que Rita o acompanhe. Ela promete esperar, mas muito acontecerá até ao seu regresso a Devonshire. Uma tocante história de amor e auto-descoberta entre a Inglaterra e a Argentina do pós-guerra. George partiu rapaz, regressa homem. Para trás deixou a pequena vila rural onde nasceu e onde planeara viver toda a sua vida (ao lado de Rita). Mas quando volta à terra Natal George não é já o mesmo. Inquieto, incapaz de assentar, decide aceitar o convite da tia que tem uma quinta na Argentina e parte sem a noiva de infância. Ela ainda promete esperar, e também ele espera voltar a apaixonar-se por ela, mas cada um vai viver a sua própria vida, em continentes diferentes. Voltará o destino a uni-los? Uma intensa saga de família, reveses, amor e reencontros, a envolver-nos do princípio ao fim de mais um romance assinado por Santa Montefiore."

A Minha Opinião:
Pois é, parece que esta é a minha Autora do mês :P
Terminei à pouco mais este excelente livro de Santa Montefíore e tenho de confessar que mais uma vez adorei.
Rita esperou anos o regresso do deu grande Amor. Após uma guerra em que muitas vidas se perderam, era um benção ele regressar são e salvo para os seus braços. Foi um sonho os dias que se seguiram ao seu regresso, até ao momento em que George decide que antes de casarem tem de viver a sua juventude desperdiçada no tempo de guerra. George parte assim para a Argentina deixando para trás Rita e um sem fim de promessas... mas tudo muda!!!
A partir daqui dão-se os mais variados acontecimentos que enriquecem ainda mais a história dos dois personagens principais tornando este livro em mais um tesouro desta excelente autora :)
As personagens são todas bastante marcantes, desde a pequena Eddie que tem como animal de estimação um morcego, até a Dolores a cozinheira carrancuda da grande fazenda na Argentina.
Quanto às aves, elas são uma presença dominante em toda a história, fazendo companhia à "bruxa" e aos seus gatos ;)
George faz as suas escolhas, assim como Rita acabará por também ter de se decidir a seguir com a sua vida...
Se ainda não leram nada da Autora nem imaginam o que estão a perder ;)

"A Virgem Cigana", de Santa Montefíore

"Mischa conhece bem a sensação de abandono. O seu pai alemão desapareceu no final da guerra, deixando-o e à mãe entregues ao ódio e ao desprezo dos outros habitantes da vila francesa. O seu padrasto também desapareceu, sem uma palavra. E estas são as cicatrizes que marcarão para sempre este homem. Só quando a mãe morre, deixando um célebre quadro do Ticiano, que Mischa nunca sonhou existir, no seu testamento, é que Mischa parte em busca do seu próprio passado. Regressa à vila francesa e desvenda o mistério da Virgem Cigana."

A Minha Opinião:
Mais uma vez a autora encanta com a sua escrita calma e simples que faz com que a leitura decorra de uma forma rápida e bastante entusiasta.
A história do pequeno Mischa e da sua Mãe Anouk leva-nos até a um Castelo em França onde toda a paisagem é idílica mas onde eles vivem um autêntico pesadelo.
No final da II Guerra Mundia o pequeno Mischa e a sua mãe são acusados de traição... ela porque casou com um Alemão e ele por ser seu filho. Tais foram os ataques que lhes fizeram que o pequeno acaba por perder a fala com o choque.
Cresce no Chateaux, sempre escondido pelos cantos a espiar tudo e todos, mas sempre acompanhado pelo seu amiguinho "imaginário"... o pequeno Pistou :P
Mas como em quase todas as histórias aparece um heroi, e é aqui que entra o Coiote, mas não posso contar muito mais ou então desvendo todos os momentos bons que pode proporcionar-vos a leitura deste livro ;)
 Apenas quero ainda fazer uma pequena comparação dos personagens deste livro com as de Joanne Harris em Chocolate, o nome da mãe é mesmo o facto de ser o vento que trás e leva o Coiote ;)
Adorei :)

A Caixa da Borboleta, de Santa Montefíore

"Ramon precisa de viajar pelo mundo. Quando conheceu a mulher, Helena, ela sabia da sua paixão e seguia-o nas suas aventuras. Com o nascimento dos filhos tudo se altera. Helena fica no Chile enquanto o marido continua as suas explorações pelo mundo. A quem não parece incomodar a ausência do pai é a Frederica, a sua filha. Aguarda-o a cada viagem com igual entusiasmado, ansiosa por ouvir as suas histórias e descobertas. No regresso de mais uma das suas incursões pelo Peru, Ramon oferece à filha uma caixa com pedras incrustadas em forma de borboleta. Aquele caixa, assim conta à filha, teria pertencido a uma princesa inca... Frederica fica encantada com o presente. A distância cresceu contudo entre os pais e Helena decide regressar com os filhos à Cornualha, na Inglaterra. Frederica não se conforma. Muito ligada ao pai guarda a caixa da borboleta que ele lhe ofereceu como um dos seus mais queridos objectos. Em Inglaterra tem de se adaptar a uma nova vida, mas, já só mulher, descobre o verdadeiro segredo daquele presente. Descobrindo o amor e a perda, a jovem Frederica embarca numa viagem de auto descoberta. Ou se afunda na tristeza, ou se ergue mulher, inteira, mais forte do que nunca. História de amor, perda e transformação vivida entre a paisagem chilena as zonas rurais de Inglaterra."

A Minha Opinião:
Neste romance a autora brinda-nos com, não uma mas várias, histórias de Amor!
Temos o Amor de Ramón pela esposa e pelos filhos, que apsar de longe nunca esmorece, depois temos o Amor dos pais pelos filhos e por fim o Amor incondicional de Frederica por um pai ausente, no final tudo se centra na bela Caixa da Borboleta... Tudo se resume ao Amor e ao facto de sabermos aceitar a vida e os sentimentos dos outros, mas sobretudo saber respeitar esses sentimentos...
Santa Montefíore é sem duvida nenhuma uma das minha autoras de eleição.

A Árvore dos Segredos, de Santa Montefíore

"Um amor proibido nas Pampas argentinas. Numa apaixonante paisagem onde o sol se põe em tons de fogo, a escritora inglesa, Santa Montefiore, escreve um épico de amor, desilusão e segundas oportunidades. No rancho de Santa Catalina os irmãos Solanas vivem e crescem juntos. Quando Paco se apaixona por uma irlandesa, Anna Melody, tudo muda na família. A filha de ambos, Sofia, que cresceu sob a sombra da Ombu na quente planície, vive um amor proibido que a obriga a deixar a terra que sempre amou. Uma saga de família a levar-nos da Inglaterra à Argentina, numa cuidada narrativa de emoções fortes com um inigualável odor a gardénias..."



A Minha Opinião:

Este foi sem duvida o mais belo romance histórico que li este Ano!
Adorei!
Sofia Solanas e a sua familia ficarão por muito tempo no meu pensamento e de certo este é um dos livros que irei reler...

Aqui ficam umas linhas com uma maravilhosa história que dá que pensar:

"...
- É uma pequena história sobre "O Presente Precioso".
- O presente precioso.
- É uma história verdadeira sobre um rapazinho que vivia com os avós. O avô era um homem sereno e espiritual que lhe contava histórias maravilhosas. Uma das histórias que contou ao neto foi a do Presente Precioso. - ... - O menino ficou muito entusiasmado e perguntou ao avô que presente era. O velho disse-lhe que, a seu devido tempo, ele acabaria por descobrir, mas que era uma coisa que lhe traria uma felicidade duradoura como nunca antes sentira. Então o rapazinho manteve os olhos bem abertos e quando lhe deram uma bicicleta no dia dos anos, pensou que fosse aquele o "Presente Precioso", que o avô lhe descrevera. Mas, algum tempo depois, aborreceu-se do brinquedo novo e aprecebeu-se que aquele não poderia ser o "Presente Precioso", porque o avô lhe tinha dito que lhe traria uma felicidade duradoura.
Então o rapazinho cresceu e transformou-se num jovem que conheceu uma rapariga por quem se apaixonou. Por fim, pensou, «É este o presente precioso que me vai trazer a faliciade duradoura.». Mas discutiram, não se entenderam e acabaram por se separar. Então o jovem viajou e correu o mundo e em cada lugar novo pensou ter encontrado a verdadeira felicidade, mas estava sempre à procura de mais um país, de mais um local maravilhoso e descobriu que a felicidade nunca durava muito. Era como se procurasse uma coisa inatingível, mas que, mesmo assim procurava. E isto entristecia-o. Depois, tendo voltado a casar-se e já com filhos, achou que ainda não tinha descoberto o seu "Presente Precioso" de que o avô lhe tinha falado e começou a ficar desiludido.
Por fim o avô morreu e com ele o segredo do "Presente Precioso".... ou pelo menos foi o que o jovem pensou. Sentou-se muito triste a pensar nos momento felizes que tinha partilhado com o seu sábio avô. E por fim, depois de tantos anos de busca apercebeu-se.
Porque seria que o seu avô estava sempre tão satisfeito, tão contente, tão sereno? Porque seria que, quando se falava com ele, ele nos fazia sentir a pessoa mais importante deste mundo? Porque seria ele capaz de criar uma atmosfera tão pacifica à sua volta que a passava a todos que conhecia? Afinal o Precioso Presente não era um presente no sentido material da palavra. Era de facto o aqui e agora, o presente, el momento... ahora.
O avô tinha vivido o momento e saboreara cada segundo. Não existia o amanhã, pois porque razão gastar energia numa coisa que pode não acontecer? E não se demorava no ontem, porque ontem já passar e já não existia.
O Presente é a unica realidade e para obter a felicidade duradoura é preciso aprender a viver o aqui e agora e não nos preocuparmos ou perdermos tempo com outras coisas..."

Aqui fica a imagem da Árvore dos Segredos ;)

O ombu é um símbolo da cultura gaúcha do Uruguai e da Argentina, já que a sua copa é identificável à distância, providenciando abrigo contra a chuva e o sol (daí o chamar-se bela-sombra). Pela mesma razão é cultivada como árvore ornamental e de sombra. Crescendo de forma isolada, era chamado o farol das pampas.

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