"Os livros mudam o destino das pessoas: Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura. Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória e que lhe era agora devolvido. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma.A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção."
A Minha Opinião:
Um livro belissimo sobre os livros, as leituras e os sentimentos que estes nos despertam.
"...os livros avançam pela casa, silenciosos, inocentes. Não consigo detê-los.
Muistas vezes me perguntei porque conservo livros que só num futuro remoto me poderiam ajudar, titulos afastados dos percursos literários literários mais habituais, aqueles que uma vez li e não voltarão a abrir as suas páginas durante muitos anos. Talvez nunca mais!
(...)
Amiúde é mais dificil desfazermo-os de um livro do que obtê-lo. Ligam-se a nós num pacto de necessidade e de esquecimento, como se fossem testemunhas de um momento das nossas vidas ao qual não regressaremos.
(...)
Nós, leitores, espiamos as bibliotecas dos amigos nem que seja apenas para nos distrairmos. Às vezes para descobrir um livro que gostaríamos de ler e não possuímos, outras para saber o que comeu o animal que temos diante de nós. Deixamos um colega sentado na sala e no regresso encontramo-lo invariavelmente de pé a farejar os nossos livros."
Verdadeiro, não?
Gostava que algumas pessoas que acham que sou viciada em Livros lessem este pequeno tesouro.
Talvez seja viciada em livros sim, pois também eu fico com uma ansiedade enorme se por acaso me esqueço do meu livro em casa, ou no trabalho ou se por acaso percebo que as parteleiras estão a acabar ;)
Mas voltando ao livro, é uma obra bem pequenina mas com uma mensagem bastante bonita.
Passam-se anos, séculos até, mas um livro e a sua história perduram ao longo dos tempo acompanhando muitos leitores.
Este é um pequeno grande Livro que quero ter na minha estante.
