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Tantas leituras...

Pois é...
O tempo para vir aqui não é muito mas não pensem que as leituras pararam :P



Este é o Segundo volume da serie Outlander da autora Diana Gabaldon.
É assustadoramente grande, 1000 paginas, mas não pensem que isso me desmotivou. Estava desejosa de saber como iria Claire explicar o seu desaparecimento e quais seriam as consequências do mesmo.
Neste 2º Volume encontramos Claire já 20 anos depois, com a sua filha Brianna e ambas partem para a Escócia em busca de respostas, mas o certo é que Claires tem um motivo muito forte para voltar áquelas terras.
Um excelente livro, só é pena agora ter de esperar mais uns bons tempos para saber o desenrolar das aventuras de Claire por terras Escocesas em tempos de guerra.


Mais uma aventura do historiador e criptanalista português Tomás Noronha.
Tenho de confessar que desta vez a leitura não me entusiasmou muito. Achei interessante algumas explicações sobre a Biblia e a teimosia em afirmar a toda a hora que a mesma está repleta de fraudes... mas o enredo não é dos melhores... e o Tomás já é um bocadinho cansativo.
Mesmo assim valeu a pena a leitura :P


Lesley Pearse é sem duvida alguma uma das minha autoras preferidas.
Os seus romances conseguem catvar-nos logo nas primeiras páginas e manter o interesse da história sempre de uma modo extraordinário.
Fiquei encantada com a coragem de Beth e sobretudo com o verdadeiro amor de Jack.
Um livro que não devem deixar de ler :P




A leitura de "Uma Melodia Inesperada" foi como que um "fazer as pazes" com a autora.
Os seus ultimos romances tinham-me deixado um pouquinho desiludida, pois tinha sempre as expectativas demasiado altas...
Com este livro voltei a entusiasmar-me :)
A história "arrancou" de mim novamente os sentimentos de revolta, de desespero pelos personagens e de compreensão quando percebia o ponto de vista de cada um deles.
Adorei :) e espero que em breve venha uma novidade!

Estas são algumas das leituras dos ultimos tempos.
Vou tentar vir mais regularmente mas não está fácil :(


Ultimas leituras :P

O tempo tem sido pouco para vir aqui deixar-vos noticias das minhas leituras, mas não pensem que deixei de ler ;)
Todos os dias tenho de alimentar um pouco este "pequeno" vicio de leitura e as leituras vão avançando aos poucos...
Pois bem, nestes ultimos tempos as leituras foram:

Sinopse:
A família Cortès está de volta. Joséphine é agora uma escritora de sucesso que deixa os subúrbios para se mudar para um requintado bairro de Paris. Apesar do mundo onde agora vive, mantém-se fiel a si própria e aos seus valores. Honesta, generosa, reservada. É uma mulher realizada, mas que ainda não encontrou o amor. A sua filha Hortense está a estudar moda em Londres e a filha mais nova, Zoé, começa a conhecer os desafios do coração. A sua irmã Íris, outrora perfeita e símbolo de sucesso, encontra-se agora no meio de uma profunda depressão. Juntamos a tudo isto um assassino em série, que aterroriza o bairro onde a protagonista vive, e um cão demasiado feio, e temos os ingredientes para mais um bestseller de Katherine Pancol. Um romance divertido e ao mesmo tempo negro, que fala do amor, de ser mãe, da amizade, da vida familiar, da adolescência, do trabalho, do mundo em que vivemos. Com mestria, cuidado e inteligência.

A Minha Opinião:
Regressar ao seio da familia Cortés foi bastante divertido.
Desta vez deparei-me com uma Josephine bem mais liberta que havia tomado as rédeas da sua vida de uma forma corajosa, todos evoluiram de alguma forma... mas alguns de uma forma bastante negativa...
Achei um pouco exageradas as grandes capacidades do bebé da história, mas enfim, acabou por ser divertido, quanto à velha megera, a mãe de Josephine e Íris mostrou realmente o pior que havia para mostrar :p
A leitura, que desta vez envolve alguns crimes, confesso que não me entusiasmou muito, mas mesmo assim foi uma leitura agradável e já estou à espera do 3º livro :)
Crocodilos, tartarugas... e agora o que virá a seguir???

Sinopse:
Uma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali.

É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood.

Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer.
 
A Minha Opinião:
Jodi Picoult está sem duvida entre as minhas escritoras preferidas mas tenho de confessar que os seus ultimos livros não me conseguiram cativar na totalidade... Falta-lhes qualquer coisa :(
Este conta-nos a história de uma mulher vitima de violência doméstica que ao sofrer de amnésia vai enfrentando a sua realidade aos poucos descobrindo algo que nunca imaginava, algo que muda a sua vida para sempre de uma forma radical.
De uma vida de sonho passa a viver um pesadelo e percebe por fim que tudo à sua volta não passava de uma Ilusão Perfeita.
Um boa leitura mas... resta-me aguardar pelo próximo!
 
Ainda reli  (na piscina!!!) Harry Potter e os Talismãs da Morte para ir ao cinema massacrar-me ;) com o final!

"No Seu Mundo" de Jodi Picoult

Sinopse: "Jacob Hunter é um adolescente: brilhante a Matemática, sentido de humor aguçado, extraordinariamente bem organizado, incapaz de seguir as regras sociais. Jacob tem síndrome de Asperger. Está preso no seu próprio mundo - consciente do mundo exterior e querendo relacionar-se com ele. Jacob tenta ser um rapaz como os outros mas não sabe como o conseguir.
Quando o seu tutor é encontrado morto, todos os sinais típicos da síndrome de Asperger - não olhar as pessoas nos olhos, movimentos descontrolados, acções inapropriadas - são identificados pela Polícia como sinais de culpa. E a mãe de Jacob tem de fazer a si própria a pergunta mais difícil do mundo: será o seu filho capaz de matar?"

A Minha Opinião:
Tenho de confessar que os dois livros que antecederam este não "me encheram as medidas" por isso estava um pouco receosa em iniciar a leitura...
"No seu Mundo" apresenta-nos Jacob, um rapaz de 18 anos que tem Sindrome de Asperger, a sua familia e todos os trejeitos do seu dia a dia confrontados pelo facto de teremm de lidar com esta forma de Autismo.
Jodi Picoult mostra-nos o mundo e as situações aos olhos de cada personagem, uma forma de escrita à qual ela já nos habituou, e realça de forma estrondosa os sentimentos de cada personagem sempre inserindo cada um "No Seu Mundo": um adolescente que se sente abandonado em detrimento do irmão mais velho, uma Mãe que só quer proteger o filho e um jovem de 18 anos que apenas se limita a seguir as normas que lhe foram impostas...
Apesar de eu ter "deslindado" logo de inicio o desfecho desta história, não foi por isso que a leitura se tornou menos compulsiva pois a autora cativa-nos com a forma estonteante com que consegue expor os sentimentos de todos e mostrar que com mais ou menos problemas cada um vive "No seu Mundo".
Uma das passagens que mais me marcou, talvez por eu ser mão foi:

"... As Mães verdadeiras interrogam-se porque razão os especialistas que escrevem para as revistas Parents e Goodhousekeeping (...) parecem ter sempre tudo sob controlo, quando elas próprias mas conseguem manter a cabeça à tona nos mares encapelados da maternidade.
As mães verdadeiras não se limitam a ouvir, humildemente envergonhadas, a senhora idosa a dar conselhos não solicitados na fila da caixa quando uma criança está a fazer uma birra (...).
As mães verdadeiras sabem que não faz mal comer pizza fria ao pequeno almoço.
As mães verdadeiras admitem que é mais facil falhar do que ser bem sucedidas nesta missão.
(...)
Fiquem tranquilas, mães verdadeiras. O simples facto de se preocuparem por serem ou não boas mães... significa que já o são..." (pag. 189) 
Uma leitura que recomendo. 

"Compaixão", de Jodi Picoult

Sinopse:
"Se o amor da sua vida lhe pedisse ajuda para morrer, que faria? Quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? E o que é que significa amar verdadeiramente alguém?
O comandante da polícia de uma pequena cidade de Massachusetts, Cameron McDonald, faz a detenção mais difícil da sua vida quando o seu primo Jamie lhe confessa ter matado a mulher, que sofria de uma doença terminal, por compaixão. Agora, um intenso julgamento por homicídio coloca a cidade em alvoroço e vem perturbar um casamento estável: Cameron, colaborando na acusação contra Jamie, vê-se, de repente, em confronto com a sua mulher, Allie – fascinada pela ideia de um homem amar tanto a mulher a ponto de lhe conceder todos os desejos, até mesmo o de acabar com a vida dela. E quando uma atracção inexplicável leva a uma traição chocante, Allie vê-se confrontada com as questões sentimentais mais difíceis: quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? E o que é que significa amar verdadeiramente alguém?

A Minha Opinião:
Mais uma vez a autora consegue com que fiquemos completamente ligádos à história, as personagens e num turbilhão de sentimentos controversos.
Temos Jamie num mundo completamente à parte como que em transe depois de ter dado paz à sua tão adorada esposa, depois deparamo-nos com Allie e Cameron que enfrentam uma das mais duras provas no seu casamento.
No decorrer de toda a história deparamo-nos com o mais variado tipo de sentimentos em relação às personagens... há alturas em que as adoramos e outras em que simplesmente perguntamos como é possível que no nosso mundo real existam realmente pessoas assim... Cameron... Allie... Jamie... Mia...
Um livro que sem duvida mexe com os nossos sentimentos, que vale a pena ler, mas confesso que desta vez não preencheu todos os requisitos ;)

"... Acreditamos naturalmente que o ódio leva uma pessoa à acção. Porque não o Amor?..."
"... - Amo-te! Mas neste momento não gosto de ti..."

"Frágil", de Jodi Picoult

"Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido..."

A Minha Opinião:
Vejo-me novamente sem saber que vos dizer...
Quando leio um livro desta esplêndida autora sou assolada por todo o tipo de sentimentos, passo os dias completamente conectada com o livro, mesmo quando não o estou a ler, fico quase esgotada por penetrar na história de uma forma tão forte que chego a achar-me meio maluca...
É o que estou a pensar agora também por estar a escrever isto, mas realmente é mesmo assim.
Jodi Picoult tem o dom de com as suas histórias, bem reais e actuais, fazer com que questione tudo e todos.
Neste novo livro ela conta-nos a história de uma familia que enfrenta um duro dia a dia devido à doença da sua filha mais nova, centrando todas as atenções em Willow acabam por se esquecer de si próprios, mas para além desta familia há outras... A autora nunca nos dá que pensar apenas num problema de uma familia ;)
Um livro recheado de lições de vida e as mais importantes estão em belas receitas de culinária.
Podia dizer-vos muito sobre este livro, mas apenas vos deixo uma passagem, das muitas que me marcaram:

"... Quem sabe se há uma diferença entre ser-se uma mãe responsável e ser-se uma boa mãe.
- Há sim - disse eu, e Charlotte olhou para mim, na expectativa.
Apesar de não conseguir articular a diferença enquanto adulta, em criança, sentira-a. Fiquei a pensar por um instante.
- Uma mãe responsável é alguém que segue cada passo que o filho dá - disse eu.
- E uma boa mãe? (...)
- É alguém que o filho deseja seguir." (pag. 280)

Jodi Picoult é uma autora de leitura obrigatória, por isso não deixem de ler.

"O Pacto", de Jodi Picoult

"Há dezoito anos que os Harte e os Gold vivem lado a lado, partilhando tudo, desde comida chinesa e varicela até irem buscar os filhos uns dos outros à vez. Quer os pais quer os filhos são melhores amigos, por isso, não é nenhuma surpresa quando a amizade entre Chris e Emily se transforma em algo mais na altura do liceu. Tornaram-se almas gémeas no momento em que Emily nasceu. Quando ligam do hospital por volta da meia-noite, ninguém está preparado para a verdade terrível: Emily, com apenas dezassete anos, está morta devido a um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. A arma contém uma bala que Chris diz à polícia estar-lhe destinada, mas uma detective local tem dúvidas. Os Harte e os Gold, num único momento aterrador, têm de encarar o pior medo de um pai: será que conhecemos mesmo os nossos filhos?"

A Minha Opinião:
Já é habitual ao ler os livros de Jodi Picoult ser completamente assolada pelos mais variados sentimentos e este não foi uma excepção.
Mais uma vez terminei a leitura envolta numa teia de emoções sem saber muito bem o que pensar.
Duas familias vizinhas fazem a sua vida quotidiana practicamente juntas fazendo com que os seus dois filhos cresçam sempre na companhia um do outro, partilhando tudo como se fossem irmãos, mas não o sendo, acalentando sempre a esperança que um dia iriam crescer namorar e casar, propagando a grande amizade que começou com os pais de ambos.
Eles crescem e namoram, mas o drama do Pacto de suicidio acaba com os sonhos de ambas as familias e também com a Amizade que as unia.
Emily morre e Chris é acusado de homicidio mesmo depois de afirmar que ambos pretendiam suicidar-se. Começa uma "guerra" de familias.
Será que foi suicidio? Será que ambos fizeram mesmo um pacto? Será que Chris matou realmente a pessoa que mais amava na sua vida e com quem pretendia casar? Será que os pais que vivem diáriamente com os seus filhos desde que nascem, os conhecem assim tão bem como pensam? O que faríamos nós por Amor?
Mais uma vez a autora nos dá uma lição de vida.

"Em Troca de um Coração", de Jodi Picoult

"Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho? Com uma sensibilidade literária invulgar, Jodi Picoult conduz uma vez mais o leitor a uma encruzilhada moral. Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia?
Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o órgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha. Picoult hipnotiza o leitor com uma história de redenção, justiça, e amor."



A Minha Opinião:
Quando lemos a sinopse deste livro em particular vemos mais ou menos como será a história e qual o desfecho que terá, mas mais que isso começamos por tentar responder à pergunta:

"Realizava o desejo do seu inimigo para salvar a sua filha?"

Claro que qualquer mãe ou pai faria tudo para proteger e salvar a vida dos seus filhos, fosse de que maneira fosse, logo aqui colocam-se outras questões: teremos nós coragem para matar? A pena de morte é uma punição aceitável para um assassino?

Como acontece quando leio os livros desta autora, fiquei confusa e acho que só daqui a algum tempo conseguirei pensar com clareza em tudo o que li e nas emoções que o livro nos passa.
Desde a perda da familia, à religião e aos direitos humanos a autora transforma este livro numa verdadeira lição de vida e, no final, acabamos por questionar mais uma vez: Seremos nós capaz de "matar" para salvar um filho?
Mas voltando à sinopse, não deve ser lida muito a sério!
Tenho de realçar também que tive o prazer de reencontrar a algumas personagens de outro livro ;)
Para mim a parte crucial deste livro está numa simples linha:

(Pag. 420)
"- Eu perdoo-lhe - disse ele."

Mas até chegar lá, muitas coisas serão ditas, algumas bem verdadeiras.

(Pag. 100)
"Eis a minha opinião: não me parece que as religiões se baseiem em mentiras, mas também não me parece que se baseiem em verdades. Acho que surgem devido ao que as pessoas precisam na altura. Como o jogador do World Series que não descalça as suas meias da sorte, ou a mãe de uma criança doente que acha que que o filho só consegue dormir se ela estiver sentada junto ao berço - os crentes precisam, por definição, de algo em que acreditar."

(pag. 115)
"- Não faz mal não sabermos algo - disse Shay. - É isso que nos torna humanos.
Independentemente daquilo que o Sr. Filósosfo Ali ao Lado pensava, havia coisas das quais tinha certeza: que fui amado, outrora, e que amei também. Que uma pessoa podia encontrar a esperança na forma como crescia uma erva. Que a essência da vida de um homem não estava no sitio para onde ia mas nos pormenores que o tinham levado até lá.
Que cometemos erros.
(...)
E lembrei-me de outra coisa que nos torna humanos: a fé, a única arma no nosso arsenal para combater a duvida."

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