O tempo para vir aqui não é muito mas não pensem que as leituras pararam :P
Tantas leituras...
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Ultimas leituras :P
"No Seu Mundo" de Jodi Picoult
"Compaixão", de Jodi Picoult
A Minha Opinião:
Mais uma vez a autora consegue com que fiquemos completamente ligádos à história, as personagens e num turbilhão de sentimentos controversos.
Temos Jamie num mundo completamente à parte como que em transe depois de ter dado paz à sua tão adorada esposa, depois deparamo-nos com Allie e Cameron que enfrentam uma das mais duras provas no seu casamento.
No decorrer de toda a história deparamo-nos com o mais variado tipo de sentimentos em relação às personagens... há alturas em que as adoramos e outras em que simplesmente perguntamos como é possível que no nosso mundo real existam realmente pessoas assim... Cameron... Allie... Jamie... Mia...
Um livro que sem duvida mexe com os nossos sentimentos, que vale a pena ler, mas confesso que desta vez não preencheu todos os requisitos ;)
"Frágil", de Jodi Picoult
"Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...""O Pacto", de Jodi Picoult
"Há dezoito anos que os Harte e os Gold vivem lado a lado, partilhando tudo, desde comida chinesa e varicela até irem buscar os filhos uns dos outros à vez. Quer os pais quer os filhos são melhores amigos, por isso, não é nenhuma surpresa quando a amizade entre Chris e Emily se transforma em algo mais na altura do liceu. Tornaram-se almas gémeas no momento em que Emily nasceu. Quando ligam do hospital por volta da meia-noite, ninguém está preparado para a verdade terrível: Emily, com apenas dezassete anos, está morta devido a um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. A arma contém uma bala que Chris diz à polícia estar-lhe destinada, mas uma detective local tem dúvidas. Os Harte e os Gold, num único momento aterrador, têm de encarar o pior medo de um pai: será que conhecemos mesmo os nossos filhos?"A Minha Opinião:
"Em Troca de um Coração", de Jodi Picoult
"Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho? Com uma sensibilidade literária invulgar, Jodi Picoult conduz uma vez mais o leitor a uma encruzilhada moral. Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia?Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o órgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha. Picoult hipnotiza o leitor com uma história de redenção, justiça, e amor."
A Minha Opinião:
Quando lemos a sinopse deste livro em particular vemos mais ou menos como será a história e qual o desfecho que terá, mas mais que isso começamos por tentar responder à pergunta:
"Realizava o desejo do seu inimigo para salvar a sua filha?"
Claro que qualquer mãe ou pai faria tudo para proteger e salvar a vida dos seus filhos, fosse de que maneira fosse, logo aqui colocam-se outras questões: teremos nós coragem para matar? A pena de morte é uma punição aceitável para um assassino?
Como acontece quando leio os livros desta autora, fiquei confusa e acho que só daqui a algum tempo conseguirei pensar com clareza em tudo o que li e nas emoções que o livro nos passa.
Desde a perda da familia, à religião e aos direitos humanos a autora transforma este livro numa verdadeira lição de vida e, no final, acabamos por questionar mais uma vez: Seremos nós capaz de "matar" para salvar um filho?
Mas voltando à sinopse, não deve ser lida muito a sério!
Tenho de realçar também que tive o prazer de reencontrar a algumas personagens de outro livro ;)
Para mim a parte crucial deste livro está numa simples linha:
(Pag. 420)
"- Eu perdoo-lhe - disse ele."
Mas até chegar lá, muitas coisas serão ditas, algumas bem verdadeiras.
(Pag. 100)
"Eis a minha opinião: não me parece que as religiões se baseiem em mentiras, mas também não me parece que se baseiem em verdades. Acho que surgem devido ao que as pessoas precisam na altura. Como o jogador do World Series que não descalça as suas meias da sorte, ou a mãe de uma criança doente que acha que que o filho só consegue dormir se ela estiver sentada junto ao berço - os crentes precisam, por definição, de algo em que acreditar."
(pag. 115)
"- Não faz mal não sabermos algo - disse Shay. - É isso que nos torna humanos.
Independentemente daquilo que o Sr. Filósosfo Ali ao Lado pensava, havia coisas das quais tinha certeza: que fui amado, outrora, e que amei também. Que uma pessoa podia encontrar a esperança na forma como crescia uma erva. Que a essência da vida de um homem não estava no sitio para onde ia mas nos pormenores que o tinham levado até lá.
Que cometemos erros.
(...)
E lembrei-me de outra coisa que nos torna humanos: a fé, a única arma no nosso arsenal para combater a duvida."






